quinta-feira, outubro 21, 2004

No meio da aula, para fins quaisquer...

Quando não se tem o que falar, acaba-se deixando o verbo escapar; e depois perdem-se os instrumentos de medição das conseqüências: acabamos por cair no retórico buraco da consciência, o qual acabamos de construir com os instrumentos perdidos. Acho que por isso há perfeição no silêncio e harmonia como o tal. Os que muito falam são inseguros dos próprios atos, e buscam, na segurança da palavra dita, pessoas que as compreendam através de uma projeção do que se julga bom em si mesmo. É preciso que haja um ego-entendimento para compreender que no silêncio é que reside a mais completa definição.